terça-feira, 15 de maio de 2012

ARTIGO MÁGICO DRª ÉRICA MONTEIRO: LESÕES AGUDAS E A CRIOTERAPIA

Drªa Érica em Artigo Mágico

Lesões agudas e a Crioterapia/ Gelo
A forma de actuação inicial perante uma patologia pode alterar o prognóstico da lesão. Aplicando-se técnicas terapêuticas apropriadas reduz-se alguns factores causadores de complicações, como edema, inibição neuromuscular, entre outros, que retardam o regresso dos atletas.

Quando ocorre uma lesão existe um dano tecidual imediato, designado por lesão primária, podendo atingir vários tecidos. (ligamentar, tendíneo, muscular, vascular, nervoso e ósseo). A abordagem inicial de actuação pode minimizar o tempo necessário de cura porque todas as lesões secundárias (as que não resultaram do trauma imediato) resultam da resposta fisiopatológica á lesão primária.

Após a lesão é importante limitar as sequelas da resposta inflamatória aguda- lesão secundáriaEm todas as lesões teciduais observamos, em graus diferentes, os cincos sinais de inflamação: rubor, calor, edema, dor e incapacidade funcional.

A redução dos sinais inflamatórios é o princípio básico para que o atleta regresse rapidamente à competição porque minimizamos algumas consequências bioquímicas da inflamação aguda, inerente ás enzimas libertadas e aos radicais prejudiciais que são capazes de produzir danos adicionais. De forma simples e tradicional a conduta utilizada nas lesões agudas é descrita como R.I.C.E. (Rest, Ice, Compression e Elevation) que quer dizer Repouso, Gelo, Compressão e Elevação.


A utilização da Crioterapia (aplicação de frio) é uma das modalidades terapêuticas mais utilizadas e eficazes nas lesões agudas. Existem variadas formas de aplicação de frio tais como: imersão em banho de gelo, massagem com gelo, sprays, entre outras, todas têm o mesmo efeito básico.

Efeitos da Crioterapia/ Gelo
  • Redução da temperatura e da formação de edema
  • Redução da dor
  • Redução do metabolismo
Redução da dor
Existem poucos medicamentos que conseguem ser mais eficazes que o gelo no alivio da dor. Mas a aplicação de gelo em determinados casos e pacientes podem ser dolorosa numa fase inicial mas tende a desaparecer nos primeiros minutos.


Redução da temperatura e da formação de edema
O frio diminui o fluxo sanguíneo, isto é, ocorre a vasoconstrição. A contracção da musculatura dos vasos diminui o seu diâmetro o que significa uma menor hemorragia. Excepto a nível capilar- os vasos mais finos, visto que na sua constituição não possuem músculo.
As equimoses, referidas a nível popular como “nódoas negras”, visíveis após alguns dias de ocorrer a lesão, resultam em parte, do sangue libertado pelos vasos sanguíneos lesados.

Redução do metabolismo
Diminuíndo a temperatura do tecido lesado ocorre uma redução da actividade das enzimas ou dos radicais nocivos resultando numa redução de danos secundários.

Resumidamente o objectivo perante uma lesão aguda é limitar a quantidade total de tecido lesado primariamente e limitar as lesões secundárias resultantes da resposta inflamatória aguda.


Seleção Nacional Universitária realizando sessão de crioterapia. 

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