quarta-feira, 17 de outubro de 2012

AF PORTO: ENTREVISTA A VITOR FONSECA TREINADOR DE ESC.D.C.GONDOMAR

Vitor Fonseca Treinador as Esc.D.C.Gondomar

Queremos agradecer ao Técnico Vitor Fonseca pela disponibilidade mostrada a responder as nossas perguntas e assim poder dar mais a conhecer um dos treinadores de uma das equipas candidatas ao título da AF Porto, Esc.D.C.Gondomar.


Quem é o Vitor Fonseca?

Tenho 31 anos, sou gestor comercial, casado e um pai “babado”. Treinador de futsal nível II. Exigente, cauteloso e atento.


 Fale-nos de seu percurso desportivo enquanto treinador.

Época 2002/2003 São Pedro fins – iniciados 

Época 2003/2005 E.D.C.Gondomar – Juniores masculino
Época 2005/2006 Miramar futsal- juniores masculino
Época 2006/2007 Aliados de Lordelo – Seniores feminino
Época 2007/2008 Barranha – seniores masculino (3ºdivisao nacional)
Época 2008/2009 2009/2010 2010/2011-Cohaemato – iniciados / juvenis/ iniciados


Você na atualidade é treinador das Esc.D.C. Gondomar, fale-nos um pouco da sua equipa.
Penso que o seu passado e o seu presente falam por si, um clube com muitos anos de Futsal masculino/feminino, uma instituição de utilidade pública que ao longo destes anos sempre promoveu a formação, não só desportiva como também social de tantos atletas que por ali passam.

Qual é o balanço que está a ter da pré-temporada da sua equipa?
Bastante positivo, optamos por jogos de treino e torneios onde estivessem presentes equipas de elevado grau de dificuldade, o que nos obrigou a ser rigorosos e competentes. Mantivemos o plantel da época passada, o que para nós foi muito positivo, o grupo está já identificado com o nosso modelo de jogo, fruto do trabalho realizado na época anterior, agora apenas temos de acertar alguns detalhes táticos e integrar as duas contratações, Sónia (ex vermoim) e Rita (ex penamaior).

                
 Treino na Esc.Gião

O que você acha deste campeonato com 11 equipas e qual acha que são as equipas candidatas ao título? 

Fui uma das pessoas que apoiei a reestruturação do Futsal feminino na A.F. Porto, entendendo desta forma que seria vantajosa a extinção da 2ª divisão, permitindo na minha opinião uma maior evolução de todos os intervenientes, nomeadamente treinadores e atletas. Contudo esta opinião não foi partilhada por uma grande parte das equipas da 2ª divisão, o que lamento.


No diz respeito as potenciais candidatas ao título, penso que os Restauradores Avintenses partem na linha da frente, por tudo o que fizeram no passado, mantêm as mesmas atletas e apenas alteram a equipa técnica, que ao que conheço são pessoas muito competentes. Mindelo, São Salvador do Campo e muito provavelmente o Canidelo irão na minha opinião lutar por lugares cimeiros. Quanto a nós Escola Desportiva e Cultural de Gondomar assumiremos a luta pelo título distrital, até mesmo porque queremos fazer parte do grupo de equipas que anseiam disputar o campeonato nacional, que se iniciará na próxima época.

O que acha da nova selecção distrital na categoria de seniores feminino?
É sobretudo uma boa oportunidade para as atletas em fase mais adulta e já com alguma maturidade na modalidade, mostrarem as suas capacidades, contudo este tipo de iniciativas deveriam ser constantes, até mesmo para percebermos o trabalho realizado pelas equipas e associações. 

A Escola DC Gondomar sempre foi conhecido pela formação e este ano voltou a recuperar a equipa júnior, o que acha do formato do novo campeonato junior?
Penso que podia ter sido pior, o formato adotado acaba de alguma forma por minimizar as consequências e assim com 8 equipas aguarda-se um campeonato mais simpático. No entanto preocupa-me a falta de vontade e empenho na formação de jovens atletas, nomeadamente na aposta de equipas juniores feminino. Quanto ao nosso escalão de juniores feminino os objectivos são claros, trabalhar para que no futuro possamos integrar estas atletas no plantel sénior.

                            

Qual é sua opinião das novas normas da FPF?
Presumo a pergunta esteja relacionada com a criação de escalões de formação no feminino, parece-me positiva no entanto o panorama actual não me parece favorecer as equipas, pois estas têm de suportar custos adicionais nomeadamente exames para a utilização destas atletas no escalão de juniores.



Que repercussão poderá ter no Futsal Feminino?

A possibilidade das jovens atletas fazerem um percurso sustentado e equilibrado na sua formação. No entanto deveria existir uma maior preocupação por parte das associações de futebol, na criação de torneios da categoria, e para que tudo isto faça sentido os clubes devem investir na formação.

Qual são suas expectativas perante aprovação do campeonato nacional para o próximo ano?
Acredito que será um campeonato bastante competitivo, existe já um bom número de equipas a nível nacional que trabalham muito bem, com bons treinadores e essencialmente com responsáveis que já vêm o futsal feminino como uma séria aposta.

Perante essa próxima realidade, quais são as bases que pensa que são necessárias?
Atendendo a conjuntura económica do país, todos sabemos das grandes dificuldades existentes, logo aí este é um ponto fundamental para a sustentabilidade de qualquer clube. Desportivamente a falta de formação de jovens atletas, terá um reflexo negativo no futuro de muitas equipas.


Acha que o futsal feminino tem evoluído?
Mais em quantidade do que em qualidade, e refiro-me obviamente à falta de exigência dos responsáveis dos clubes na hora de iniciarem um projecto, alias um pouco por todo o país é notória a desigualdade e o desequilíbrio entre equipas, estas devem apostar em bons treinadores e acima de tudo na formação, que como já disse anteriormente será o futuro do futsal feminino. Agora considero que sem duvida tem existido um esforço muito grande por parte de algumas entidades nomeadamente o” jogo das raparigas”, entre outros no crescimento e na igualdade do escalão.

Acha que a retoma das Selecção Nacional e criação da Selecção Universitária ajudo nessa evolução?
Essencialmente na promoção do futsal feminino, e sem dúvida para que novas atletas possam surgir nesse lote de convocadas.



O que acha da realização do III Torneio Mundial em Portugal em Dezembro?
O facto de estarmos presentes numa competição de deste nível e sobretudo no nosso país, promove mais a espetacularidade da modalidade e essencialmente promove o futsal feminino, temos excelentes praticantes, no entanto penso que o nosso seleccionador deve estar muito atento, pois estão a surgir algumas atletas com muito valor, e com certeza com muita vontade de representar a selecção nacional ao mais alto nível.

O que melhoraria no futsal feminino?
A criação de selecções distritais de formação, e a obrigatoriedade por parte das associações em dinamizar e preparar as condições necessárias para a realização de campeonatos.


Acha que os blogues que tem surgido estes últimos anos tem ajudado a divulgação do futsal feminino? Como?

Sem dúvida que a existência destes meios de informação/comunicação têm servido para dinamizar o futsal feminino, através de toda a informação que transportam a todos os interessados não só no futsal feminino como na modalidade em geral.

Umas palavras para os seguidores do Magiafutsal.
Vamos apostar num futsal feminino de qualidade

Colaboradora: Amaia Alberdi

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