Académico
Alves Roçadas 1 – AD Flaviense 3
Pelo
segundo ano consecutivo AD Flaviense vence a Taça Distrital. No jogo
de Sábado, a equipa do Académico Alves Roçadas, entrou muito forte
com todas as suas jogadoras decididas a resolver o mais rápido
possível o resultado a seu favor. A equipa foi incansável e lutou
até à exaustão por um objectivo que não não foi possível
conquistar. Durante 6 minutos de jogo exerceram um domínio muito
intenso sobre a equipa adversária, criaram várias oportunidades de
golo para se adiantarem no marcador que não foram concretizadas por
imprecisões em pequenos detalhes técnicos e alguma falta de
entendimento espaço/temporal das suas jogadoras na relação com a
bola, com o espaço e com as jogadoras adversárias.
Obrigada
a recuar e a jogar no seu meio campo defensivo, a equipa Flaviense,
foi evitando como sabia e podia o golo da equipa do AA Roçadas,
através de muito esforço, dedicação e superação das suas
jogadoras. Com o cronometro nos 14 para finalizar a primeira parte, a
equipa do AA Roçadas, sofre o golpe fatal que iria decidir
definitivamente a evolução do jogo, até ao seu final. Com a equipa
de Vila Real instalada no meio campo ofensivo, a bola chega as mãos
da GR da equipa de Chaves, que desencadeia uma rápida reposição de
bola para os 10 mts ofensivos com o objectivo de servir o
deslocamento de rotura de uma colega do corredor esquerdo para o
corredor central. Este movimento proporcionou uma situação de 1x0,
a favor da equipa de Chaves, que teve como desfecho a expulsão da GR
do AA Roçadas, por jogar fora da sua área de baliza a bola com as
mãos. Foi uma decisão acertada, só lamento que esta acção não
tenha a mesma decisão disciplinar em iguais circunstâncias em todos
os jogos da AF Vila Real.
A
jogar em inferioridade numérica GR+3 x 4+GR, o AA Roçadas, ainda
conseguiu anular as iniciativas adversárias durante o primeiro
minuto após a expulsão da sua GR. Durante o segundo minuto e após
a troca de corredores de duas jogadoras a equipa Flaviense, faz o
primeiro golo a concluir uma boa e paciente circulação de posse
bola em superioridade numérica. A partir deste golo tudo se
modificou e a equipa da Cidade de Chaves, passou a dominar e
controlar todos os momentos e acções do jogo. Para essa profunda
transformação de domínio e controlo, contribuiu decididamente a
jogadora Catarina Silva, apoiada por uma equipa que não só teve a
coragem de trabalhar no máximo de esforço e organização para
evitar o golo adversário, como teve a humildade/capacidade de
entregar a liderança da ideia de jogo para esta final a uma jovem e
talentosa jogadora de futsal.
Indicadores
de qualidade manifestados pela modalidade no jogo, que proporcionaram importantes momentos desportivos e
sociais vividos no Pavilhão Municipal Francisco Gomes da Costa em Vila
Pouca de Aguiar:
- A elevada intensidade de jogo imposta pela equipa e jogadoras do AA Roçadas.
- Qualidade e dimensão competitiva que as duas equipas proporcionaram a todos os presentes, nesta final, em ambiente de grande civismo e competência desportiva.
- A qualidade das prestações individuais de todas as jogadoras utilizadas pelos dois Treinadores, que em todos os momentos dignificaram os Quadros Federados da AF Vila Real e o Futsal Feminino Nacional.
- Qualidade e capacidade manifestada pela equipa Flaviense, na forma como lidou e suportou o insucesso momentâneo no jogo, suportando até ao limite das suas energias o domínio da equipa adversária, sem entrar em degradação no seu processo de jogo nem permitir a degradação de valores pessoais e de solidariedade.
- A afirmação de CATARINA SILVA, uma PRINCESA, num trabalho de equipa muito bem estruturado e dinamizado com grande coordenação e entendimento pelas jogadoras de Chaves, com atitudes e comportamentos ajustados a todos os momentos e circunstâncias do jogo. Esta talentosa jogadora utilizada com critério pelo seu Treinador, respondeu a todas as solicitações do seu líder e da equipa com soberba mestria, com elevada qualidade de desempenho e elevado sentido de compromisso com o jogo de equipa. Foi esta jogadora que assumiu a escolha dos momentos adequados de jogo para a sua equipa, foi esta jogadora que colocou o jogo no espaço/linhas mais adequadas e confortáveis para a sua equipa, assumiu a mobilidade de contenção para manutenção e posse da bola, esteve nas acções de desequilíbrio e no sucesso da finalização da sua equipa, promoveu o conflito na decisão das jogadoras adversárias e por consequência na instabilidade e desorganização do jogo da equipa adversária, levou as jogadoras adversárias para espaços/zonas que mais interessavam à sua equipa. Terminou a primeira parte com uma deliciosa situação 1x2, tecnicamente perfeita e com os objectivos desta acção plenamente alcançados, só perdeu a posse bola com falta das jogadoras adversárias. Há poucos jogadores de futsal que dão tão elevada dimensão competitiva com tanto critério e compromisso à sua equipa!..
- No âmbito da liderança do treinador, registo a utilização planeada e eficaz das jogadoras segundo uma ideia de jogo. Registo ainda a forma como cada jogadora e equipa se identificou com todos as decisões de alteração do treinador nas estruturas de jogo.
- Por último, este artigo é bem elucidativo e deixa bem vincada a razão pela qual a AF Vila Real, castigou e suspendeu o Treinador Tiago Xavier da AD Flaviense. Este Treinador deve-se ter orgulhado por orientar o jogo da bancada e o seu trabalho proporcionar tão belo e competente jogo e ambiente desportivo. Ficou bem claro que os procedimentos indígenas que proliferam no desporto não têm cabimento no futsal feminino. É uma provocação e falta de respeito pela Mulher, introduzir a anarquia de regras e valores nesta modalidade desportiva. Assumo publicamente esta posição por solidariedade e para reivindicar respeito pelos bons valores que sustentam a liderança dos (as) bons (as) Treinadores/Treinadoras do Distrito.
Colaborador: António Camilo


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